Um pouco sobre mim...

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Portugal
Sou, por natureza, uma pessoa muito comunicativa. Além do modo oral gosto também de me expressar textualmente, é algo que me dá prazer. Aborrece-me a monotonia e a solidão. Gosto de agitação, situações novas e dinâmicas e de uma boa saída com amigos ou família. Lema da minha vida: "As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.” (William Shakespear)
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domingo, 14 de março de 2010

Esta é minha e não a posso dar a ninguém













Olhei e vi a vida.

Ela olhou-me...
Inicialmente com indiferença, e depois foi-me contando novidades.

Às vezes torna-se aborrecida com todos aqueles problemas que me causa... Mas também isso me ajuda a crescer enquanto ser.


Aprendi a gostar dela... Tornamo-nos até boas amigas.

Apresentou-me alguns amigos, ofereceu-me uma família bestial...
E não sei retribuir-lhe todos estes favores... eu apenas vivo.

Um dia destes tenho de contar-lhe que estou apaixonada...
... por ela.

segunda-feira, 1 de março de 2010

18 horas e 57 minutos

Aprendi que o ser humano vale mais do que muita gente julga. E que as pessoas estragaram o que era realmente gratificante na vida. A naturalidade foi desaparecendo e fomos perdendo a confiança dos nossos próprios actos.
Tenho como objectivo viver um dia de cada vez: o futuro só o tempo o dirá; temos de crescer, temos de bater com a cabeça no chão algumas vezes, temos de agarrar as oportunidades, temos de lutar pelo que acreditamos, temos de agir sem pensar algumas vezes.
E por tudo isso, sou assim.

Por tudo, por nada... vive e sê feliz!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A luz




Já olhaste o fundo do imenso caminho?
Já procuraste a luz no fundo da jornada?
Batalhaste para mereceres a imensa luz que pensas lá te esperar?
Eu olhei, procurei e batalhei. E a luz tocou-me a face, e acariciou-me como um mimo e foi então que eu passei para o lado de lá, e tu não.
A luz estendeu-te a mão... tu simplesmente não quiseste lutar pela travessia.


sábado, 12 de dezembro de 2009

Metáfora

- Deitei-me...

- Olhei o relógio: 23h05- tinha mais do que tempo.

- Comecei a cravar as unhas na carne quente do peito e puxei a pele com firmeza até fazer uma enorme abertura.

- O ar invadia-me e desvendava o meu vazio.

- Porque estaria eu a remexer o meu interior?

- Estava tão abalada por tudo, tão revoltada comigo mesma!

- Sentia-me inútil, débil, destroçada...

- Apetecia-me pegar nos pormenores fracassados da vida e rasga-los em pedacinhos, como fazemos aos rascunhos dos desenhos inúteis.

- Depois, pensei que seriam esses rascunhos idiotas, esses pedaços de vida fracassados, que estariam cá para falar da minha evolução, da minha vitória.

- E o golpe continuava a permitir a passagem do ar.

- E as lágrimas ardentes começavam a rasgar-me a face. Doía muito, muito mesmo.

- As unhas permaneciam cravadas a exercer pressão, mas tinha sido eu a rasgar a minha própria carne, com ou sem fundamento.

- No entretanto, olhei o interior do peito e vi a minha pequena luz, o meu pequeno valor, a minha pequena esperança.

- Foi o suficiente para a ferida fechar.

domingo, 8 de novembro de 2009

Ontem...

... alguém me disse, que aquilo que deixamos no papel, por muito ridículo que possa parecer, é único e "somos nós"!

Prova viva de que todos os dias nos completamos com a própria vida, isto é, ficamos a saber um pouco mais, embora nem pareça...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

(Sem título)

Naquela manhã, levantei-me e olhei a janela onde, todas as manhãs, espreitava o sol curioso. Não havia sol...

Corri repentinamente os degraus das escadas, estremunhada e ainda descalça, ansiando o pequeno almoço.
Não cheirava a torradas com manteiga nem a leite morno...

Abri a porta da varanda e olhei o mar, o mar sem ondas e o céu nublado e frio.
Corria uma brisa estranha sem cheiro à maresia.

Apertei o roupão contra a pele arrepiada.

Onde estaria tudo?
Onde estaria a vontade de viver?

(Imaginem, algo semelhante... Numa manhã, acordam e tudo ao que se habituaram desapareceu!
É também de situações básicas e simples que o mundo é feito...

É disto que a vida tira o proveito... vivam cada momento, apreciem a beleza do que vos rodeia, e pensem o que seria se não fosse assim. )

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Crescer perante a vida!

Depois, de tudo o que vivi
Tenho receio de olhar para trás,
Deparar-me com os erros
Dos actos que fui incapaz.

Também bons momentos
Me marcaram o passado.
Deveria ter lembrado
As tolices doutros tempos?

Agora cresci,
A responsabilidade chegou,
Pulava, gritava e brincava,
Mas hoje isso acabou.

Quero a infância de novo
Admirar a chuva que cai,
A doçura dos olhos da mãe,
A grande protecção de meu pai.

Hoje sei que o mundo é diferente
E realmente a maldade existe
E por esse mundo fora
Há sempre uma família triste.

Gostava de poder errar
E os outros se rirem de mim
E agora que cresci,
Perguntam porque agi assim.

Mas uma vantagem apareceu
Nesta constante mudança
Aprendo e ensino,
Com os erros que me vêm à lembrança.

Tenho convicção na vida
E do que ela me pode trazer
Sei que posso cair,
Sei que pode doer.

A vida é mesmo assim,
Sem saída nem regresso,
Por vezes olhamos para ela
E está tudo do avesso.


(aproveito para lembrar que ainda estão a decorrer os mini-inquéritos, e que os que ainda não contribuiram com o seu voto o podem fazer, muito obrigado e boa semana)